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"...então? Anda a tirar fotografias?
Tire uma aqui a nós."
"...haaa... vá mas é a tirar às raparigas novas... que merecem mais..."

Maçores 15-08-2013

Linda terra é Moncorvo,
dá de beber a quem passa,
quem tiver dinheiro bebe,
quem não tier vai ao chafariz da praça.

(este não é o chafariz da praça mas também serve)
Fonte de Santo António
Torre de Moncorvo
30-07-2004
Era o último dia (noite) da campanha eleitoral 2004.
Afastada do local do último discurso, e da dita sardinhada, e muito curiosa daquele barulho de música que ecoava na aldeia.
"...então? Não vai à festa?"
"Ha!! quero lá eu saber...festas? Quando eu sair de casa é direita pró semitério...
...ali é que se está bem..."

Cardanha 2004

Pelourinho de Mós 
Deste pelourinho existem apenas fragmentos recolhidos em 1992 num muro da aldeia e que desde então passaram a estar à guarda da Junta de Freguesia. Os sete fragmentos que se conservam do pelourinho são os seguintes: base tronco-piramidal, moldura e base da coluna decorada com motivos lanceolados;  troço do fuste não decorado, de superfície plana, prismático, de secção hexagonal, liso; outro troço do fuste;  outro troço do fuste; moldura;  capitel prismático decorado com motivos encordados; remate piramidal.

menina segurando a bandeira
Procissão do Encontro
Torre de Moncorvo 2008


Lavando o pipo
"Parece que estou a ouvir a sinfonia da água dentro do pipo
e o cantar das aduelas no granito."
(comentário de João Pinto Vieira da Costa)
Cardanha 2003


Quando não há nada que fazer...
há que conversar daquilo que há para fazer...


Maçores - Torre de Moncorvo
6 de Abril de 2007
Sr. Acácio Teixeira atando o junco na vinha
Junqueira - Torre de Moncorvo
5 de Março de 2008
"O conselho"
Enterro do Senhor - Torre de Moncorvo
16 de Março de 2008


O mundo é redondo, e conseguimos ver tudo à nossa volta. Mas todas as fotografias têm 4 margens. Lado esquerdo, lado direito, de cima e de baixo. Cabe ao fotógrafo fazer com que o nosso olhar ultrapasse essas barreiras, olhar para além dessas margens.

Uma fotografia não exprime só uma imagem impressa num papel ou visualizada no monitor de computador.
Exprime sim, e também, o sentimento de um ser humano, ou da inocência de uma criança.
Exprime a dor, a tristeza e a alegria, exprime a coragem e a dignidade.
Exprime aqui de certeza, uma vida de trabalho, de sofrimento, de alguém que sofreu com as intempéries de um mau ano de colheita.
Exprime a tristeza de alguém, que, já muito tarde e não tem em memória da primeira vez que calçou as primeiras botas.
Exprime a fome e a opressão no tempo do Salazar, exprime o frio de não ter um cobertor para se aquecer nas noites frias de inverno há muitos e muitos anos atrás.
Exprime o ar de tristeza, e que se nota nas rugas, nos olhos e "notou-se" na sua voz.
Eu estive lá. Carreguei no disparador da máquina, e ouvi esta senhora falar.
Não me importa se a foto está bem focada ou não, se tem boa luz ou não. O que me importa sim, é que tenha capacidade de ultrapassar as quatro linhas que a delimitam.

"a octogenária de Mós"
porque toda a fotografia tem uma história
Mós - Torre de Moncorvo - 2002
António Basaloco
"o barbeiro e o lavrador"
Barbeando de terra em terra...
de rua em rua... e de casa em casa.
Até vai ao campo onde os lavradores descançam...
enquanto fazem a barba.
Mós 2002
Indignação
"...pois é. Agora ninguém vai à igreja.
Antigamente inda vinha o padre d´Alfândega...
agora nem esse cá vem... não le dá prás despesas..."
Adeganha - 2006
Estendendo a roupa (interior)
Nuzelos 2008
Miúdas na calçada
12 de Abril de 2007